O Mercado de Trabalho e seus Desafios | Mentor de Pessoas

Dicas sobre o mercado de trabalho, o ambiente de trabalho, as profissões, os negócios, resenhas críticas de obras importantes para a carreira profissional, e muito mais.

O Mercado de Trabalho e seus Desafios | Mentor de Pessoas -

Motivação nas Organizações

mentordepessoas_motivação-nas-organizações

 

A motivação no trabalho tem raízes no indivíduo, no ambiente externo e na própria situação do país e do mundo. Ela é um estado de espírito positivo que permite ao indivíduo a realização de tarefas, do cargo e ao seu pleno potencial. Segundo Aquino, é a gasolina interior para que o indivíduo enfrente os desafios da função e da organização. “É a paixão com que o indivíduo exerce uma missão, alcançando satisfação quando os objetivos são alcançados”. (Aquino, 1970, p. 239)

 

Segundo Maximiano (1995),

A motivação para o trabalho é uma expressão que indica um estado psicológico de disposição ou vontade de perseguir uma meta ou realizar uma tarefa. Uma pessoa motivada para o trabalho é uma pessoa em disposição favorável para perseguir a meta ou realizar a tarefa. Estudar a motivação para o trabalho é procurar entender quais são as razões ou motivos que influenciam o desempenho das pessoas, que é a mola propulsora da produção de bens e da prestação de serviços. (Maximiano, 1995, p. 318)

 

Antes da Revolução Industrial a única forma conhecida para “motivar” os funcionários eram as punições. A Revolução Industrial trouxe mudanças sendo uma delas o enfoque na eficiência, isso implicava não só em contratar pessoas capazes, mas extrair, dessas o seu potencial produtivo. No período da administração científica Taylor e seus partidários defenderiam as idéias que os empregados deveriam ser controlados a fim de convencê-los a dar o máximo de si. Substituindo a metodologia da punição Taylor apresentou uma nova maneira de conseguir que os funcionários se empenhassem, por meio das recompensas financeiras. No período da administração científica o trabalho seria escolhido não pelo cargo ou tipo de trabalho, mas pela remuneração. Logo as pessoas escolheriam trabalhar em locais onde estas pudessem ganhar mais.

 

Segundo Bergamini,

A administração deveria, por sua vez, estar especialmente atenta, buscando delinear planos salariais que pudessem ser considerados como verdadeiros estimuladores para que o trabalhador maximinizasse seus ganhos a medida que agisse com mais rapidez, fazendo exatamente aquilo que seu gerente lhe ordenar fazer. (BERGAMINI, 1982, p.20).

 

Sendo esse o pensamento propalado por Taylor no período da administração científica. Vale salientar que essa visão limitada do ser humano só serviu para o tempo mostrar que o enfoque, apenas, nos recursos financeiros era um erro.

 

Esse modelo pautado na Escola das Relações Humanas também se mostrou falho devido à complexidade do homem. A partir do entendimento desta complexidade é que estudos posteriores começaram a entender o que é motivação, satisfação e as implicações na vida das pessoas. Se antes o desafio era descobrir quais fatores poderiam motivar o homem, hoje o problema é definir com utilizar esses fatores a fim de mostrar, se é possível, aos empregados.

 

Passa-se a perceber que cada um já trás, de alguma forma, dentro de si, suas próprias motivações. Aquilo que mais interessa, então, é encontrar e adotar recursos organizacionais capazes de não sufocar as forças motivacionais inerentes às próprias pessoas. O importante, então, é agir de tal forma que as pessoas não percam a sua sinergia motivacional. (BERGAMINi, 1982, p.23)

 

A motivação existe dentro das pessoas e se dinamiza com as necessidades humanas. Todas as pessoas têm suas necessidades próprias, que podem ser reconhecidas como desejos, aspirações, objetivos individuais ou motivos. Essas necessidades são forças internas que impulsionam e influenciam cada pessoa determinando seus pensamentos e direcionando o seu comportamento frente às diversas situações da vida. As necessidades ou os motivos constituem as fontes internas de motivação da pessoa. Cada pessoa possui seus próprios e específicos motivos ou necessidades.

 

Leia Também:

Avaliação de Desempenho

Inteligência Emocional como Diferença no Mercado de Trabalho

 

As teorias motivacionais procuram identificar as necessidades que são comuns a todas as pessoas, assim, não somente já na era do pensamento filosófico, como também, posteriormente, surgiram diferentes teorias a respeito daquilo que explicasse o dinamismo comportamental próprio do seres vivos em geral, mas, sobretudo do ser humano.

 

Segundo Glasser (apud Bergamini, 1994), o interesse pela motivação nas empresas deve-se ao fato de as empresas, ao menos algumas, terem chegado num período em que a inflação já não era um problema primário e que o conhecimento técnico está disponível, ou seja a tecnologia não é um problema. Mas as empresas não estão melhores, se não é a falta de tecnologia e não são os problemas financeiros são os trabalhadores, as pessoas. Sendo o elemento humano o mais delimitado de se controlar cabe a ele a responsabilidade pelo processo das empresas.

 

Isso significa, portanto, que as pessoas no desenvolver do seu processo motivacional, têm a sua atenção voltada para o desempenho de uma atividade específica e buscam atingir determinado fim, dentro de uma contingência particular. (BERGAMINI, 1982, p.27).

 

O que deve ser levado em consideração no estudo da motivação é que está cobre uma variedade de comportamentos, hoje é possível dizer que as pessoas não fazem as mesmas coisas pelas mesmas razões. Isso envolve aspectos intrínsecos de cada um, o que torna o estudo da motivação mais complexo do que alguns imaginam.

 

Dilermando é graduado em Administração e pós-graduado em Marketing e Administração. Profissão: Auditor de Processos de Gestão

Categoria: Negócios

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatório são marcados *

*